A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou uma acusação contra o parlamentar Mario Frias (PL-SP) por propagação de informações falsas durante as eleições presidenciais de 2022. A denúncia foi acatada pela juíza Cecília Pinheiro da Fonseca, da 6ª Vara Eleitoral de São Paulo, com base em uma queixa apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
O caso gira em torno de uma postagem feita por Frias durante a campanha, na qual ele comparava fotos do então postulante Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula estava usando um boné com a sigla “CPX”, enquanto Bolsonaro estava com um boné da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O conteúdo divulgado pelo deputado afirmava, de forma enganosa, que “CPX” significava “cupincha”, um termo pejorativo associado ao crime organizado. Contudo, o MPE esclareceu que a sigla “CPX” na verdade se refere a “Complexo”, uma alusão a comunidades do Rio de Janeiro. O boné em questão foi produzido por moradores do Complexo do Alemão e dado a Lula como um presente durante a campanha eleitoral.
O promotor Silvio Marques argumentou na acusação que a postagem de Mario Frias tinha o intuito de ligar Lula a facções criminosas, levando os eleitores a acreditarem em uma ligação inexistente entre o candidato e o crime organizado. O objetivo seria impactar negativamente a imagem do petista entre os eleitores.
