A artista Larissa Manoela entrou com uma ação judicial contra uma empresa de gravação de música devido a um acordo assinado por seus pais, Silvana Taques e Gilberto Elias, quando ela tinha 11 anos. O contrato com a Deckdisk, reconhecida como a principal empresa de gravação independente do Brasil, foi estabelecido em 2012.
A jovem de 24 anos está buscando a revogação de uma cláusula que estabelece uma ligação vitalícia entre ela e a empresa de gravação, o que a impede de lançar músicas por outras gravadoras enquanto estiver viva. No processo em andamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Larissa alega que, por ser menor de idade na época, não estava ciente das cláusulas do acordo. Ela também afirma que essa situação tem prejudicado sua carreira musical, pois não tem acesso aos seus lucros e à administração de seus negócios.
A advogada de Larissa Manoela, Patricia Proetti, que representa a artista, considera o contrato abusivo e destaca a falta de transparência na prestação de contas. “Este contrato inclui uma cláusula vitalícia, o que é abusivo, e também não é claro quanto à prestação de contas. É importante ressaltar que Larissa nunca teve acesso a relatórios financeiros e nunca recebeu pagamentos provenientes deste contrato”, afirmou a profissional em uma entrevista à Folha de S. Paulo.
