A artista Regina Duarte, antiga secretária de Cultura do governo de Jair Bolsonaro (PL), utilizou as plataformas digitais para enaltecer Ainda Estou Presente (2024). O longa-metragem indicado em três categorias no Oscar aborda o Regime Militar (1964-1985).
A admiração da atriz foi inesperada. Afinal, Regina já causou controvérsias ao minimizar os impactos do período obscuro na política brasileira. Além disso, ela surpreendeu ainda mais os usuários da internet ao chamar Eunice Paiva (1929-2018) de heroína.
Respondendo a um internauta que perguntou se a atriz havia assistido ao filme de Walter Salles, Duarte compartilhou sua opinião sobre a obra e a trajetória de coragem da mãe de Marcelo Rubens Paiva. “Sim, vi. Acho a direção excelente, elenco maravilhoso e a atuação da Fernanda Torres equilibrada, na medida certa, respeitando com certeza a Eunice”, afirmou. Em seguida, ela concluiu: “Heroína brasileira grandiosa enfrentando tempos de desafios difíceis”. O comentário pegou os internautas de surpresa, que recordaram uma entrevista que a veterana atriz concedeu quando ocupava o cargo de secretária da Cultura em 2020, na CNN Brasil. “Mas sempre existiu tortura. Meu Deus do céu… Stalin [1878-1953], quantas mortes? Hitler [1889-1945], quantas mortes? Se a gente ficar relembrando essas mortes, trazendo esse cemitério… Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordas de caixões”, disparou naquela ocasião.
