Narjara Turetta, que participou de diversas produções de sucesso da Globo, como Direito de Amar, O Salvador da Pátria e Salve Jorge, abriu seu coração em uma entrevista para o podcast Papagaio Falante. Ela desabafou sobre a escassez de recursos financeiros após deixar de receber convites para trabalhar na televisão. Narjara também compartilhou que precisou vender coco para conseguir sobreviver. “Eu e minha mãe passamos por um período de depressão, pois o dinheiro que tínhamos guardado acabou. Era o nosso sustento. Pagávamos aluguel. Muitas pessoas me reconheciam, pensavam que era uma brincadeira. E as pessoas começaram a se aproximar para me conhecer”, contou ela. “Participei de programas de TV, desabafando, busquei o Gugu, éramos muito próximos, pedi para ele me ajudar a conseguir pelo menos um merchandising, mas não obtive sucesso”, continuou. A ex-atriz da Globo expressou sua incerteza em relação ao que aconteceu com sua carreira. “De repente, você está no topo e se vê no fundo do poço, é algo estranho que mexe com o nosso ego. Comecei a me questionar: ‘Onde errei?'”, refletiu. “Chorei muitas vezes, nas ruas, no travesseiro, senti um desespero. Perguntava a mim mesma: ‘Será que um dia irei voltar?'”. A artista revelou que tentou entrar em contato com o diretor Manoel Carlos por telefone, mas não obteve resposta. No entanto, Narjara chamou a atenção de Jayme Monjardim após uma entrevista concedida à Luciana Gimenez e conseguiu uma participação em Páginas de Vida, em 2006. “Fui entrevistada no programa da Luciana Gimenez, o Jayme viu e me chamou. Quando retornei, a equipe técnica comentou: ‘Você voltou para onde nunca deveria ter saído’. Foi emocionante e gratificante quando a equipe técnica gosta de você”, destacou. No entanto, ela mencionou que voltou a vender coco após o término da produção: “Não havia um contrato com a Globo, fiz por cachê, e quando a novela acabou, nada aconteceu, então voltamos a vender coco e passamos mais três anos nessa situação. Sou grata ao Walcyr Carrasco por me dar uma oportunidade em 2010, e depois à Glória Perez”, concluiu.
