A pedido do MPF, a 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo sentenciou o humorista Leo Lins, de 42 anos, a uma pena de oito anos e três meses de prisão em regime fechado, devido a declarações consideradas preconceituosas contra grupos minoritários. Além da pena de reclusão, ele também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. A decisão ainda pode ser contestada.
As declarações foram feitas durante um espetáculo intitulado “Leo Lins – Perturbador”, divulgado no YouTube em 2022. No vídeo, o comediante fez comentários ofensivos a vários grupos, como negros, idosos, obesos, pessoas com HIV, indígenas, nordestinos, judeus, evangélicos, pessoas com deficiência e membros da comunidade LGBTQIA+.
Em resposta à revista Quem, os advogados de defesa de Leo Lins, Carlos Eduardo Ramos e Lucas Giuberti, expressaram surpresa com a sentença. Eles afirmaram que a condenação se assemelha à censura e é lamentável para a liberdade de expressão no país.
