Leo Lins se manifestou nas redes sociais ao descobrir que foi criticado por Marcos Mion após ser sentenciado a oito anos de detenção. Em resumo, o funcionário da Globo havia expressado uma opinião defendendo a liberdade de expressão ao abordar o assunto, mas mudou seu posicionamento em um segundo texto, o que deixou o comediante furioso.
“Estão atacando o Marcos Mion achando que ele me apoiou. Vim aqui esclarecer: Mion nunca esteve do meu lado. Ele defendeu a liberdade de expressão. Aí a militância pressionou, ele me insultou e defendeu o acordo com as marcas”, começou. “Prefiro falar as besteiras que eu quero do que ser um fantoche com uma empresa manipulando a minha fala para eu dizer o que ela deseja”, critica. Além disso, Leo Lins negou ter feito piadas com Romeu, filho de Mion que possui autismo: “Outro ponto: nunca mencionei o seu filho. Você sabe o que aconteceu, nós conversamos em particular, na ocasião em que chegaram a ameaçar os meus pais. Te disse que sou contra essa militância de pressão agressiva. Talvez tenha esquecido… ao insinuar que alguém vai me agredir. Ainda bem que não disse isso de forma humorística. Caso contrário, poderia ser interpretado como incentivo à violência”.
“Da minha parte nunca tive problemas com você nem iria dizer algo. Você foi uma pessoa amável quando trabalhamos juntos. Mas começou a me criticar publicamente, já não foi 1, nem 2, nem 3… Você era uma pessoa de personalidade. Mas, virou um homem submisso, que se curva e recebe elogios da militância”, conclui.
Leo Lins gerou polêmica
Nos últimos dias, outros famosos também se manifestaram sobre a sentença de Leo Lins. Em seu Instagram, Pedro Cardoso também criticou o comediante: “Sobre Leo Lins, sugiro que leiam, no site Pretessências, a opinião de Aquiles Argolo. As palavras de Argolo, como sempre, nos mostram a dimensão da força da violência racista no Brasil; e a correspondente reação que, felizmente, se opõe a ela. Eu tenho dito, há muito tempo, que o tipo de comédia chamado ‘stand up’ se tornou um terreno fértil no Brasil, onde se desenvolveu a semente do fascismo. Não todos, mas muitos comediantes de ‘stand up’ permitiram as atitudes fascistas que se pode dizer que é uma generalização com exceções. Comediantes com discursos fascistas se aproveitaram do ‘stand up’ e disfarçaram como entretenimento teatral cômico o que era, na verdade, um discurso político agressivo. Violaram o teatro”, afirmou.
