Passadas três décadas desde o fatídico acidente aéreo que interrompeu a trajetória meteórica do grupo Mamonas Assassinas as lembranças e o afeto em torno da banda permanecem latentes na memória coletiva dos brasileiros. Nesta semana Aninha Almeida que viveu um relacionamento de quase dois anos com o guitarrista Alberto Hinoto conhecido popularmente como Bento utilizou seus canais de comunicação para compartilhar um desabafo carregado de emoção. A ex companheira do músico resgatou registros históricos de participações televisivas ao lado do artista reafirmando que apesar da ausência física o reconhecimento do público não sofreu erosão com o passar do tempo.
A manifestação de Aninha ocorreu precisamente na data que marca o aniversário da tragédia ocorrida em dois de março de mil novecentos e noventa e seis. Na ocasião a aeronave que transportava o quinteto de Guarulhos colidiu contra a Serra da Cantareira em São Paulo vitimando todos os ocupantes e deixando o país em estado de luto profundo. Bento que tinha apenas vinte e cinco anos no auge do sucesso foi descrito pela antiga namorada como um músico de talento excepcional e uma figura humana bondosa cujas notas musicais continuam a ecoar na vida de quem acompanhou a banda.
O relato de Aninha Almeida enfatiza que o som da guitarra de Bento funciona como uma ponte temporal mantendo a essência do grupo intacta para os fãs antigos e para as novas gerações que descobrem o repertório irreverente dos Mamonas. Ela destacou que perder cinco amigos talentosos foi um golpe duro mas que o carinho recebido das pessoas ao longo desses trinta anos serve como um conforto valioso. A postagem gerou uma onda de interações de internautas que aproveitaram o momento para compartilhar suas próprias memórias sobre onde estavam no dia em que a notícia da queda do avião paralisou o Brasil.
Historicamente o grupo Mamonas Assassinas é considerado um dos maiores fenômenos da indústria fonográfica nacional tendo vendido milhões de cópias de seu único álbum de estúdio em um intervalo de tempo recorde. A mistura de gêneros musicais que ia do rock ao vira português aliada a letras cômicas e performances teatrais garantiu aos músicos um espaço cativo no imaginário popular. Bento era peça fundamental nessa engrenagem sonora sendo responsável pelos arranjos criativos que davam suporte às brincadeiras líricas de Dinho e dos demais integrantes da formação original.
Mesmo com o avançar do relógio Aninha Almeida pontuou que ninguém vence o tempo mas que a imortalidade artística do grupo é um fato consumado. A celebração da vida e da obra dos músicos em datas marcantes como esta reforça que o impacto cultural gerado por eles não foi apenas passageiro. O desabafo da ex namorada de Bento serve como um lembrete de que por trás das figuras irreverentes que divertiam a nação nos palcos de domingo existiam jovens com sonhos e laços afetivos que foram preservados com zelo por aqueles que os amaram de perto.
Atualmente o legado dos Mamonas Assassinas continua sendo explorado através de documentários filmes e exposições biográficas que tentam decifrar a fórmula do sucesso estrondoso do grupo. Para Aninha a manutenção desse interesse público prova que a alegria transmitida pelos cinco rapazes de Guarulhos permanece como um antídoto contra o esquecimento. O tributo prestado por ela nesta segunda feira reafirma que para os familiares e amigos próximos o tempo pode ter passado mas a essência do que foi construído nos bastidores e sob os refletores da fama permanece rigorosamente inalterada.
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